10 10 2009

La journée

[este é um post fácil]

O dia começa cedo. 06.30 da manhã – alguma luz difusa para lá dos prédios parisienses. Pequeno-almoço a correr. Duche. Vestir cuidadosamente para não acordar o vizinho do beliche. E saio de casa para a gélida cortina cinzenta que cobre Paris.07.30. Apanho o metro para Saint-Germain. Um bafo quente depois do frio. Já vou atrasado. A aula de hoje (que era excepcional, visto que não tenho aulas às 6ªs)? Wars of memory na Rue de l’Université = significa correr pelas ruas vazias e húmidas (algumas mademoiselles bem vestidinhas agachando-se para subirem as grades da Cartier e da Boss). Estou mais próximo do rio – mas não o sinto. [Lisboa!] Salle S13. Onde raio é a S13? Au sous-sol. Dou com ela. Entro. É mínimilasta, ecrã panorâmico. A parede de trás é toda em vidro e dá para um pátio interior. Bernardô is late. I open an exception for you, but just for today. Sure.

Lê-se Herodotus, sobre as Guerras Médicas. Caro Herodotus, como eu bem sei que o que queres dizer com lembrar os gloriosos feitos passados!, demasiado «ir da lei da morte libertando», abuso-consumo de Lusíadas no nono e 12º ano. Ah mas é a pátria (digo, a Nação!) , esses mais altos valores. Distorção da mente da criança no 9º, gozo puro na cara dos jovens no secundário.

E isto ainda eram 10h.

Para dar uma ideia do inferno de trabalho que é , passei o resto do dia na biblioteca, literalmente, onde tive a felicidade de me deixar levar por estudos sociológicos do século passado. [Exposé na 2ª para a melhor cadeira de sempre].

Tenho de sair. Et je dois boire quelque chose. J’ai soif.








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